:Soja: Perdas no Brasil começam a chegar em Chicago e mercado sobe mais de 11 pts nesta 4ª feira

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Soja: Perdas no Brasil começam a chegar em Chicago e mercado sobe mais de 11 pts nesta 4ª feira

O mercado internacional da soja começou 2019 assimilando os problemas que a safra 2018/19 de soja da América do Sul está enfrentando e fechou o pregão desta quarta-feira (2), o primeiro do ano novo, com altas de dois dígitos nos principais contratos. 

"A safra brasileira tem problemas, os números começam a ser diminuídos, mas ainda com dificuldade de dar um número preciso. Não há dúvidas de que aquele potencial de 125 milhões de toneladas está completamente fora. Na nossa última avaliação de dezembro, uma semana antes do Natal, recuou de 124 para 122,9 milhões de toneladas. Houve um primeiro corte e, certamente, no nosso próximo levantamento, em três semanas, haverá um novo corte, a questão é pra quanto", explica o chefe do setor de grãos da Datagro Consultoria, Flávio França Junior. 

Assim, as posições mais negociadas terminaram o dia com altas variando entre 11 e 12,25 pontos, com o janeiro/19 sendo cotado a US$ 8,94 e o maio/19 com US$ 9,19 por bushel. 

Para o executivo, o novo intervalo em que trabalham as estimativas da nova safra brasileira é de algo entre 115 e 120 milhões de toneladas, e os novos números irão depender das condições climáticas a diante. Ele explica, como os demais analistas e produtores de soja, que as maiores condições de recuperação são das lavouras plantadas mais tarde. 

E são esperadas, para os próximos dias, chuvas melhores para a região Sul do Brasil - que deverão favorecer, principalmente, o Paraná, que é o estado que lidera as perdas e onde a situação é mais severa - enquanto na região do Matopiba as precipitações seguem irregulares e de baixo volume. 

"Pode ser que as perdas acabem se avolumando nos próximos dias, estou preocupado com essa região (Matopiba). Já há diminuição de potencial nestes estados, ainda no começo, mas com uma diferença grande entre essa região e o Paraná, Mato Grosso do Sul. Mas há uma grande diferença, porque lá o plantio foi feito com menos chuva, o que deixou as plantas com enraizamento mais profundo, mais resistente", acrescenta França. 

O analista explica, portanto, que agora o mercado continuará especulando sobre as perdas no Brasil e deverá intensificar este movimento na medida em que os trabalhos de colheita ganham mais força no Brasil, desenhando um cenário mais claro sobre a realidade desta nova temporada. 

Ao mesmo tempo, porém, França afirma que as perdas que são observadas no Brasil não são iguais às registradas na safra passada na Argentina e, por isso, os impactos sobre os preços em Chicago também não serão iguais. Assim, o analista completa dizendo que novas altas podem ser necessárias, mas que os traders irão precificando aos poucos esse novo quadro. 

Além disso, lembra ainda que mesmo com um potencial mais baixo, a área brasileira aumentou de forma considerável nesta safra e a conta, portanto, não será tão simples para o mercado internacional. 

No paralelo, a disputa comercial China x EUA também mantém seu espaço no radar dos traders, com o mercado ainda na esperança de ver maiores volumes sendo adquiridos pela China no mercado norte-americano. 

De acordo com informações da Reuters Internacional, Donald Trump teria dito, em sua conta no Twitter, que teve uma longa e boa conversa com Xi Jinping e que a possibilidade de um acordo comercial entre os dois países se mostra mais provável neste momento e que as negociações estariam caminhando muito bem. 

Mercado Brasileiro

No Brasil, os preços começaram o novo ano atuando sem uma direção comum, e sem muitas referências. No entanto, viram a baixa intensa do dólar, de mais de 1% frente ao real, tirar parte do impacto positivo do avanço expressivo dos futuros da oleaginosa em Chicago. 

No porto de Paranaguá, R$ 77,70 no disponível e R$ 77,30 para fevereiro, sem variações. Em Rio Grande, alta de 0,91% no spot, com R$ 78,00 por saca, e baixa de 0,26% para fevereiro, com R$ 77,80. 

No interior, a maior parte das principais praças de comercialização terminaram a quarta-feira sem oscilações, com poucas mudanças sendo registradas. Alguns destaques ficaram com Cascavel, no Paraná, com alta de 0,75% para R$ 67,50 e baixa de 1,61% em Campo Novo do Parecis, para R$ 61,00 por saca. 

O dólar, neste início de 2019, focou no começo do novo governo e, otimista sobre a gestão de Jair Bolsonaro, fechou com baixa de 1,71% e valendo R$ 3,8096. 

"O mercado vai reagir pontualmente sempre que alguém (do novo governo) fizer declarações", disse o operador de câmbio da Necton Corretora, José Carlos Amado à Reuters. 

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Fonte: Notícias Agricolas
Por: Redação
Data: 02/01/2019 22h04min


    

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