:Futuramente, fitas poderão armazenar até 400 TB de dados

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Futuramente, fitas poderão armazenar até 400 TB de dados

Fujifilm e a Sony, ambas japonesas, são as duas companhias que ainda investem em fitas magnéticas para armazenamento. A nova aposta da Fujifilm neste sentido promete ir muito além do que temos atualmente, já que a companhia está desenvolvendo uma fita capaz de armazenar até 400 TB de informações. Atualmente, com o padrão LTO (Linear Tape-Open) -8, o armazenamento em fita está limitado a 12 TB de dados, ou até 30 TB quando falamos de dados compactados.

A Fujifilm pretende alcançar esse tremendo salto no armazenamento com a troca do ferrite de bário (BaFe), atualmente em uso, para ferrite de estrôncio (SrFe). Os revestimentos de ferrite de bário usados nas fitas já foram tão miniaturizados que a leitura das informações se torna cada vez menos confiável. Como os átomos de estrôncio são menores que os átomos de bário, o ferrite de estrôncio permitirá que mais informações sejam armazenadas na mesma superfície de fita.

Esse formato da fita da Fujifilm, tanto os modelos atuais, com ferrite de bários (BaFe), quanto os modelos futuros com ferrite de estrôncio (SrFe), utilizam o padrão Linear Tape-Open (LTO), desenvolvido pela IBM nos anos 90. Em 2015, inclusive, aconteceu uma parceria entre Fujifilm e IBM para a demonstração do desenvolvimento de partículas BaFe com densidade de gravação de 123 bilhões de bits por polegada.

O LTO-1 foi a primeira geração de fitas, elas usavam revestimentos de partículas metálicas. O ferrite de bário (BaFe) é a evolução dessa primeira incursão do armazenamento em fitas LTO. O ferrite de bário foi usado pela primeira vez no LTO-6, e essas fitas tinham capacidade de 2,5 TB.

A Fujifilm anuncia que o ferrite estrôncio irá para a geração LTO-10, que deverá ser lançada no mercado em 2 anos. As fitas terão capacidade inicial de 48 TB. Em 2025, serão fitas de 96 TB, para o modelo de 192 TB teremos que esperar até 2027, e em 2030 fitas de 330 TB estarão à venda.

As unidades de fita não são populares entre usuários domésticos. No entanto, eles são procurados por grandes empresas, que têm que armazenar enormes quantidades de dados. Embora a leitura de informações de uma fita seja mais lenta do que de um disco rígido, os cartuchos de fita são mais baratos e têm muito mais capacidade. Portanto, às vezes são usados por fotógrafos ou cineastas, que querem arquivar grandes quantidades de dados.

No ano passado, a Microsoft mostrou como o vidro também pode ser utilizado como mídia para armazenamento. Pesquisadores do  Silica Project (Projeto Silica), um departamento de pesquisa da gigante de Redmond, apresentou um pedaço  vidro de quartzo, que mede 75x75x2 milímetros e 2mm de espessura, que foi capaz de armazenar o clássico filme do Super-Homem de 1978.

A Microsoft usa lasers de infravermelho para codificar dados em “voxels” – semelhantes aos pixels da tela, mas diferentes na medida em que possuem três dimensões. Os dados estarão dentro do vidro e os algoritmos de aprendizado de máquina decodificarão o que está no vidro para recuperar os dados.

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Fonte: Hardware
Por: Redaçao
Data: 08/07/2020 03h27min

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